Máquina Del Amor

Máquina Del Amor

Constituídos por Ronaldo Fonseca, Filipe Palas, José Figueiredo e Miguel Macieira, membros dos peixe : avião e dos smix smox smux, os Máquina del Amor fundem elementos de música rock e eletrónica, com a improvisação e a apropriação do ruído como recurso musical a ocupar lugares de destaque, no seu processo criativo.

Após o lançamento do seu primeiro trabalho, em 2015, os Máquina del Amor voltam às edições, no final de 2017, com o lançamento de “Disco”, resultado de uma residência artística no gnration, dia 24 de Novembro.

A sua música é feita de dicotomias e contradições: a ilusão de uma estrutura aparentemente semelhante à de uma banda rock é desfeita pela recusa dos instrumentos em conformar-se com o som e as funções que deles esperamos: as baterias são em iguais partes acústicas e electrónicas, os baixos são tocados por sintetizadores maquinais e dissonantes, as guitarras e teclados criam torrentes e camadas de ruído e espaço e a voz não se deixa apanhar em palavras e estruturas melódicas convencionais. A improvisação, recurso abundantemente usado, é suportada por formas que, apesar da ausência de um vocalista, são frequentemente semelhantes às das canções pop; o ruído é entrecortado por melodias repetitivas e hipnotizantes.

Ouvido integralmente, “Disco” transforma as suas diferentes faixas numa banda sonora de um filme que ainda não foi feito, alternando entre a luz e a escuridão, e levando-nos, por vezes, para lugares de uma intensidade psicológica assustadora. Em separado, as suas músicas tanto nos podem convidar a pôr o volume no máximo, como se estivéssemos numa discoteca ou num concerto, como a sentarmo-nos sozinhos, de olhos fechados, a ouvir com headphones. De uma forma ou de outra, este disco é para ouvir.

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Grandfather’s House

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Grandfather’s House é uma banda de Braga que surge em 2012. Com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz e João Costeira na bateria, contam até hoje mais de 250 concertos dados por todo o país e internacionalmente. Com o seu primeiro EP “Skeleton”, editado em 2014, percorrem Portugal na sua promoção. Em 2016, editam o  longa-duração, “Slow Move”, sendo aclamados pelo público e pela crítica – tendo, com este, lançado dois singles – “Sweet Love Making” e “My Love”.

Atualmente, preparam o lançamento do seu terceiro disco – “Diving” -, resultado de uma residência artística no espaço GNRation (Braga)  contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respetivamente. Com um método de composição mais complexo, que contou com a participação de mais um elemento em todos os temas – o músico convidado, Nuno Gonçalves (teclas) – a banda, explora assim, uma sonoridade mais densa.

Este será editado a 15 de Setembro de 2017, contando com o single de avanço “You Got Nothing to Lose”, que goza de videoclip autoria de CASOTA Collective (Leiria).

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Tundra Fault

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Tundra Fault é um projecto de música electrónica techno experimental de Miguel De, 22 anos, a trabalhar em Braga. Com influências em vários artistas da música electrónica, como The Field, Machinedrum, SHXCXCHCXSH, Conforce, Porter Ricks, Jon Hopkins e Throwing Snow, a criação de Whole nasceu de uma vontade de falar sobre a sexualidade e a forma como os corpos se relacionam pelo toque.

Whole acaba assim por se tornar numa exploração das relações interpessoais em que a pessoa não existe, mas apenas o corpo, um corpo sem cabeça, sem identidade; e finalmente, da procura por essa mesma identidade. Assim, também a capa (da autoria do próprio) reflecte essa linha condutora do álbum. Com uma sonoridade agressiva e negra, procurou-se atingir a ténue linha que separa o agradável do nefasto neste tipo de relações.

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This Penguin Can Fly

This Penguin Can Fly é um Pinguim formado por três membros que se mostram em formato música instrumental descomprometida. As ambiências cruzam-se algures entre o imaginário do Post-Rock e a agressividade de riffs de guitarra melódicas e agressivas, embutidas em ritmos dançáveis, que dão corpo à identidade musical que apresentam. Criam-se sinestesias auditivas de corpo e alma. É o dançar de olhos fechados, enquanto se sente a ambiência electrizante e ritmada, provocada por estes três.

Formado por Miguel Azevedo, Jorge Ferreira e José Gomes, This Penguin Can Fly mostra-se em 2014 com a edição do primeiro trabalho de originais, o EP “Broken Hearts Are For Assholes, Outer Space is For Heroes”, alvo de destaque por parte de blogues e imprensa especializada, sendo mesmo reconhecido como um dos projectos revelação.

Já em fase de composição de novos temas, os This Penguin Can Fly apresentam um conjunto de músicas renovado e robusto. Dançar e sentir, é obrigatório.

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The Missing Link

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E se sons à solta e dispersos confluíssem num novo conceito musical, situado entre tantos lugares conhecidos, de onde se destacam a electrónica, o funk e até um certo stoner rock “esotérico”?
Alquimia Musical? Certamente! Este novo projeto de Lucas Palmeira substituiu a pauta por uma tabela periódica muito própria, onde cada música é uma poção secreta que ameaça rebentar e ser ouvida fora do tubo de ensaio.

Perigoso, oculto, objeto de olhares, crenças e rumores, não tentem reproduzir em casa. Por certo, faltar-vos-ia sempre um “Missing Link” para obter a fórmula da pedra filosofal deste músico/alquimista de Braga.

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Bed Legs

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Um autêntico diário.

Música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações, numa roda-viva que brota vivências por todos os lados.

É assim com Bed Legs. Na verdade, não há meio-termo. Sempre no limite da navalha, do rasganço, perfilam-se na dianteira do mundano, do profano, e não rejeitam atirar-se para um precipício melancólico, se assim tiver de ser.

Assim se cozem algumas das linhas deste diário musical da banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas). O intenso cheiro a rock ‘n’ roll, deveras vivido e desejado, viaja de braço dado com essências sonoras de outras épocas, tudo majestosamente pincelado e abençoado pela orla do rhythm and blues.

 Neste “Bed Legs” ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado.

 Gravado na Mobydick Records, com o apoio do GNRation, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”, neste registo espontâneoabundam a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista; a revelação fica totalmente completa através da letra e voz, num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres.